15/09/2025 · New York City Center, Rio de Janeiro
Do vídeo de regras ao RAIFF: como nasceu o filme da Red Bull ClassiCS
A Red Bull pediu um vídeo com as regras de um campeonato de Counter-Strike. Em 10 dias, a BePlus entregou a abertura da final. Meses depois, o filme foi um dos três vencedores do RAIFF 2025.
Por Marco Guimarães · Fundador e diretor criativo da BePlus
2 min de leitura

O pedido era um vídeo explicando as regras da Red Bull ClassiCS, um campeonato de Counter-Strike. O Marco Guimarães, diretor criativo da BePlus, propôs outra coisa: abrir a final com uma cinemática à altura de um mundial, feita para a comunidade brasileira de CS se ver na tela.
Foram 10 dias do briefing à entrega. Saiu um filme de dois minutos, feito com IA, que coloca frente a frente duas eras do jogo: a velha guarda das LAN houses e a geração 144 Hz.
- do briefing à entrega
- 10 dias
- de filme, em 4K para o telão da final
- 2 min
- jogadores do campeonato redesenhados no traço do filme
- 10
A história veio antes da imagem
Antes de gerar qualquer quadro, a equipe transcreveu entrevistas de lendas do CS brasileiro, mapeou memes e gírias da comunidade e escreveu o manifesto. A narração provisória e a trilha vieram logo depois, em faixas separadas. Com a trilha no fone, uma caminhada de uma hora virou o storyboard: o Marco voltou com o filme inteiro na cabeça.



Um visual que nenhuma IA entregava pronto
O filme pedia 3D com traço 2D ilustrado. Nenhuma ferramenta pronta chegava lá, então a BePlus treinou um modelo de imagem próprio, com quadros de referência escolhidos a dedo. Os 10 jogadores do campeonato foram redesenhados nesse traço, e cada um continuou reconhecível.
Na animação, quando um plano falhava, ficava o melhor de cada parte e o defeito virava transição. Efeitos, letreiros e cor foram feitos na pós. A voz final é do dublador Carlos Daniel, e a versão em 4K abriu a final no telão.

Meses depois, o telão do RAIFF
Em 15 de setembro de 2025, o filme voltou a uma tela grande. No New York City Center, no Rio de Janeiro, o RAIFF (Rio Art Innovation Fair & Festival) exibiu os filmes finalistas. O Marco chegou no começo da noite, passou pelo saguão conversando com convidados e jurados sobre IA e, às oito e pouco, já estava na poltrona.



Às 21h41, o telão mostrou o nome do filme e o do Marco: o ClassiCS foi um dos três vencedores de melhor comercial feito com IA. Ele subiu ao palco, recebeu o troféu e fez um discurso curto.
“Se a alma humana tiver no centro de um conteúdo como esse, e a tecnologia for só mais uma aliada, a gente vai ter muito mais conteúdos incríveis.”

É o jeito de trabalhar que a BePlus leva para cada projeto: a história e o som antes da imagem, controle sobre o que a IA gera e acabamento de cinema no prazo de uma campanha.





